Federação Goiana de Futebol

T.J.D - Tribunal de Justiça Desportiva

REGIMENTO INTERNO TJD-GO 2017





TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA DO FUTEBOL DO ESTADO DE GOIÁS
 
RESOLUÇÃO NORMATIVA N.º 001, DE 09 DE FEVEREIRO DE 2017 – TJDGO.
Dispõe sobre alterações do Regimento Interno do Tribunal de Justiça Desportiva do
Futebol do Estado de Goiás - TJDGO, e dá outras providências.
O Tribunal Pleno do TJDGO, usando das atribuições que lhe são conferidas pela
Lei n.º 9.615, de 24 de março de 1998, com alterações introduzidas pela Lei n.º
9.981/00, Lei n.º 10.654/01, Lei n.º 10.672/03 e Lei 12.395/2011, tendo em vista
o disposto no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, notadamente pela nova
redação dada ao referido diploma normativo pela Resolução n.º 29 do Conselho
Nacional do Esporte, publicada no D.O.U. em 31 de dezembro de 2009 e,
considerando a necessidade de novas adequações e alterações no Regimento
Interno aprovado pela Resolução Normativa 001, de 30 de Janeiro de 2012, e
a deliberação dos Auditores do Tribunal Pleno do TJDGO presentes nas sessões de 09.02.2017, RESOLVE:
Art. 1º - Determinar a publicação imediata das alterações do Regimento Interno aprovadas pelo Pleno do TJDGO na Sessão de 09.02.2017 e vigentes a partir daquela data.
Paragrafo único: As alterações encontram-se descritas no PARECER nº 001 elaborado pelo RELATOR nomeado para tanto e, ainda, em ATA respectiva.
Art. 2º - Fica aprovado o Regimento Interno do Tribunal de Justiça Desportiva do
Futebol do Estado de Goiás - TJDGO, após as alterações promovidas, cujo Anexo é
parte integrante desta Resolução Normativa.
Art. 3º - Esta Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação e revoga
quaisquer disposições em contrário.
Goiânia, aos 09 dias do mês de fevereiro de 2017.
HALLAN DE SOUZA ROCHA
Presidente do TJDGO
 
ANEXO:
- REGIMENTO INTERNO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA DO
FUTEBOL DO ESTADO DE GOIÁS.
 
 
 
REGIMENTO INTERNO

 

DO

 

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA

 

DO

FUTEBOL DE GOIÁS

 
ÍNDICE
 
 
Capítulo I - Da Organização do TJDGO - Artigos 1º a 11
                                               
Capítulo II - Da Competência do TJDGO - Artigos 12 a 15
                                               
Capítulo III – Dos Presidentes e Vice-Presidentes do Tribunal e das Comissões Disciplinares do TJDGO - Artigos 16 a 18
                                               
Capítulo IV – Dos Auditores e dos Substitutos - Artigos 19 a 26
                                               
Capítulo V – Do Secretário Geral - Artigos 27 a 28
                                               
Capítulo VI – Do Defensor Dativo - Artigo 29
                                               
Capítulo VII – Da Ordem dos Trabalhos - Artigos 30­ a 34
                                               
Capítulo VIII – Da Sessão de Julgamento - Artigos 35 a 53
                                               
Capítulo IX – Da Corregedoria - Artigo 54
                                               
Capítulo X – Das Disposições Gerais - Artigos 55 a 61.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REGIMENTO INTERNO
DO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVO DO FUTEBOL DO ESTADO DE GOIÁS
 
 
CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO DO TJDGO

Art. 1º Este Regimento estabelece normas referentes ao processo disciplinar e aos
órgãos de direção, ao Tribunal Pleno, às Comissões Disciplinares e à Corregedoria
do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado de Goiás – TJDGO, que tem
sua sede no município de Goiânia e jurisdição em todo o território do Estado de
Goiás.
§ 1º Submetem-se à jurisdição do TJDGO, em todo o território estadual:
I – a entidade regional de administração do desporto;
II – as ligas regionais;
III – as entidades de prática desportiva, filiadas ou não às entidades de administração mencionadas nos incisos anteriores;
IV – os atletas, profissionais e não profissionais;
V – os árbitros, assistentes e demais membros de equipe de arbitragem;
VI – as pessoas naturais que exerçam quaisquer empregos, cargos ou funções,
diretivos ou não, diretamente relacionados ao futebol, em entidades mencionadas
neste parágrafo, entre outros: dirigentes, administradores, treinadores, médicos ou
membros de comissão técnica;
VII – todas as demais entidades compreendidas pelo Sistema Nacional do Desporto
que não tenham sido mencionadas nos incisos anteriores, bem como as pessoas
naturais e jurídicas que lhes forem direta ou indiretamente vinculadas, filiadas,
controladas ou coligadas.
§ 2º A atuação dos órgãos do TJDGO observará sempre os seguintes princípios,
sem prejuízo de outros:
I – ampla defesa;
II – celeridade;
III – contraditório;
IV – economia processual;
V – impessoalidade;
VI – independência;
VII – legalidade;
VIII – moralidade;
IX – motivação;
X – oficialidade;
XI – oralidade;
XII – proporcionalidade;
XIII – publicidade;
XIV – razoabilidade;
XV – devido processo legal;
XVI – tipicidade desportiva;
XVII – prevalência, continuidade e estabilidade das competições (pro
competitione
);
XVIII – espírito desportivo (fair play);
XIX - tratamento diferenciado ao desporto de prática profissional e ao de prática
não profissional, previsto no inciso III do art. 217 da Constituição Federal.

Art. 2º São órgãos do TJDGO, autônomos e independentes das entidades de
administração do desporto, com o custeio de seu funcionamento promovido na
forma da lei:
I – O Tribunal Pleno;
II – As Comissões Disciplinares;
III – A Presidência e Vice-Presidência;
IV – A Secretaria Geral;
V – A Corregedoria
VI – A Ouvidoria Geral

Art. 3º O Tribunal Pleno do TJDGO compõe-se de 9 (nove) auditores efetivos,
sendo:
I – dois indicados pela entidade regional de administração do desporto – Federação Goiânia de Futebol - FGF;
II – dois indicados pelas agremiações que participam do Campeonato Goiano da 1º
Divisão;
III – dois advogados indicados pela OAB/GO - Ordem dos Advogados do Brasil
Seccional de Goiás;
IV – um representante dos árbitros, indicado pelo seu órgão regional de classe;
V – dois representantes dos atletas, indicados pelo Sindicato dos Atletas
Profissionais do Estado de Goiás.

Art. 4º Os Auditores do Tribunal Pleno do TJDGO indicados na forma do artigo
anterior e de conformidade com o que dispuser este Regimento, o Código Brasileiro
de Justiça Desportiva (CBJD) e a Lei nº 9.615/98, serão nomeados e tomarão posse
para um mandato de 4(quatro) anos perante o Presidente do Tribunal de Justiça
Desportiva, permitida apenas uma recondução.
§ 1º O mandato é pessoal e intransferível, contando o seu prazo a partir da posse
para o cargo.
§ 2º O mandato dos membros das comissões disciplinares terá a duração de
04(quatro) anos permitida uma recondução.
§ 3º A recondução dos Auditores das Comissões deverá obrigatoriamente ser feita por Portaria do Presidente, a qual deve ser referendada pelo Órgão Pleno.
§ 4º A Secretaria Geral deve informar a Presidência do TJD sobre o final dos mandados dos Auditores das Comissões e do Pleno em tempo hábil.

Art. 5º Para apreciação de matérias relativas a competições regionais e municipais,
funcionarão perante o TJDGO, como primeiro grau de jurisdição, 03 (três)
Comissões Disciplinares ou quantas se fizerem necessárias, compostas, cada uma,
por cinco auditores efetivos e 1 suplente, todos de reconhecido saber jurídico desportivo e de reputação ilibada, que não pertençam ao Tribunal Pleno do TJDGO.
§ 1º Os auditores das Comissões Disciplinares serão indicados pela maioria dos
membros do Tribunal Pleno, a partir de sugestões de nomes apresentadas por
qualquer auditor do Tribunal Pleno, devendo o Presidente preparar lista com todos
os nomes sugeridos, em ordem alfabética.
§ 2º Cada auditor do Tribunal Pleno terá direito a voto, o qual será aberto e oral, a partir da lista mencionada no § 1º, e poderá votar por vaga a ser preenchida, e os indicados para compor a Comissão Disciplinar serão aqueles que obtiverem o maior número de votos, prevalecendo o mais idoso, em caso de empate.
§ 3º Caso haja mais de uma vaga a ser preenchida em uma ou mais Comissões
Disciplinares, a votação será única e a distribuição dos auditores nas diferentes
vagas e Comissões Disciplinares far-se-á de modo sucessivo, preenchendo-se
primeiro as vagas da Primeira Comissão Disciplinar, e posteriormente as vagas das
Comissões Disciplinares de numeração subsequente, caso existente, conforme a
ordem decrescente dos indicados mais votados.
§4º Junto as Comissões Disciplinares, no caso de ausência de qualquer auditor
titular, atuara um auditor substituto que será convocado sempre que houver sessão
de julgamento.
§ 5º O Auditor eleito pelo Órgão Pleno para compor a comissão passará obrigatoriamente por um período de estágio probatório de 01 (um) ano, mesmo que deixe de ser suplente por qualquer circunstância.
§ 6º No estágio probatório o Auditor será avaliado a cada 03 (três) meses, totalizando 04 (quatro) avaliações.
§ 7º A avaliação será feita pelo Presidente, Vice-Presidente e membro mais antigo da Comissão em que o Auditor faça parte, devendo a mesma ser organizada pelo Presidente da Comissão.
§ 8º A avaliação do Auditor levará em conta uma pontuação de zero a dez, apurando-se a média aritmética simples sobre a soma dos seguintes critérios: a) Assiduidade e pontualidade dos trabalhos; b) Aprimoramento e participação em eventos de natureza acadêmica do Direito Desportivo; c) Imparcialidade; e d) Cumprimento das obrigações do artigo 14 deste Regimento.
§ 9º Cada avaliação dos Auditores deverá ser encaminhada imediatamente ao Órgão Pleno para apreciação e referendum.
§ 10º O Auditor poderá discordar da pontuação que lhe foi atribuída tendo amplo direito de defesa junto ao Pleno, sendo que para sua efetivação no cargo deverá alcançar média aritmética simples igual ou maior que 7,0 (sete) na somatória das 04 (quatro) avaliações.
§ 11º O Auditor ou Procurador que já tenha sido membro da TJDGO por mais de um ano fica dispensado do estágio probatório.
§12º Caso o Auditor em estágio probatório não atinja a pontuação média estabelecida no §10º, o Tribunal Pleno declarará a vacância do cargo, na forma do art. 12, XIV, deste Regimento.
§13º Caso ocorra o afastamento por licença do Auditor, previsto no art. 23 deste Regimento, suspende-se o período do estágio probatório pelo mesmo prazo em que perdurar o afastamento.
 
Art. 6º Para ser nomeado Auditor do TJDGO são necessárias as seguintes
condições:
a) ser brasileiro;
b) ter reconhecida idoneidade moral e não ter sido punido pela Justiça Desportiva
nos últimos dois anos;
c) ser maior de 21(vinte e um) anos;
d) ser bacharel em direito ou desportista com conhecimento de legislação
desportiva;
e) ter residência no Estado de Goiás;
f) estar no gozo dos direitos civis e políticos;
g) não ser dirigente ou membro de conselho de qualquer agremiação associada à
entidade regional de administração do desporto participante das competições por
ela administradas.
Parágrafo único. A mesma disposição aplica-se à nomeação dos Auditores das
Comissões Disciplinares e dos Procuradores e respectivos substitutos.
Art. 7º O Tribunal de Justiça Desportiva será dirigido por um Presidente e um Vice-
Presidente, eleitos pela maioria simples e para o mandato de 2 (dois) anos
mediante votação secreta, entre os Auditores efetivos que constituem Tribunal de
Justiça Desportiva, permitida apenas 01 (uma) recondução.
§ 1º A eleição ordinária do Presidente e Vice-Presidente, inclusive para
o caso de eventual recondução, ocorrerá na primeira quinzena do mês de novembro
do último ano do mandato, e a posse no primeiro dia útil do mês de janeiro do ano
subsequente, iniciando-se o mandato no dia primeiro de janeiro de um ano e
findando-se no dia 31 de dezembro do ano.
§ 2º A eleição do Presidente e Vice-Presidente das Comissões será feita pelos membros da Comissão no mês de janeiro do início do mandado do Presidente e Vice-Presidente do TJDGO e o mandado dos mesmos encerrará no prazo do § 1º deste artigo.
 
Art. 8º Os órgãos judicantes só poderão deliberar e julgar com a presença da
maioria de seus auditores, excetuadas as hipóteses de julgamento monocrático
admitidas pelo CBJD.
Parágrafo único. Nas hipóteses de imposição de quaisquer das penas disciplinares
relacionadas no art. 170 do CBJD, prevalecerão, nos casos de empate na votação,
os votos mais favoráveis ao denunciado, não havendo atribuição de voto de
desempate ao Presidente.

Art. 9º Em caso de vacância na Presidência do órgão judicante, o Vice-Presidente
assumirá imediatamente o cargo vago, que será exercido até o término do mandato
a que se encontrava vinculado o Presidente substituído.
Parágrafo único. Ao assumir a Presidência do órgão judicante, o novo Presidente
terá a incumbência de convocar sessão, a ser realizada no prazo máximo de trinta
(30) dias, com o fim de preencher o cargo da Vice-Presidência, que será exercida
até o término do mandato a que se encontrava vinculado o até então Vice-
Presidente.
 
Art. 10. No caso de vacância concomitante na Presidência e na Vice-Presidência do
órgão judicante, a Presidência será temporariamente exercida pelo auditor mais
antigo, e a Vice- Presidência, pelo segundo auditor mais antigo.
§ 1º O auditor que assumir temporariamente a Presidência terá a incumbência de
convocar sessão, a ser realizada no prazo máximo de trinta (30) dias, com o fim de
preencher os cargos vagos.
§ 2º Os auditores eleitos ocuparão os cargos a que se refere o caput até o término
dos mandatos a que se encontravam vinculados os auditores substituídos, com a
finalidade de complementar o mandato dos auditores substituídos.

Art. 11. Junto ao Tribunal de Justiça Desportiva, funcionará a Procuradoria Geral
da Justiça Desportiva, chefiada pelo Procurador-Geral e, na sua falta, pelo
Procurador-Geral Substituto, nomeados pelo Presidente do TJDGO, aos quais se
aplicarão as mesmas incompatibilidades e impedimentos atribuídos aos Auditores.
§ 1º Junto a cada uma das Comissões Disciplinares, funcionará um Procurador.
§ 2º A Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva terá seu Regimento Interno
próprio nos termos do artigo 286-B do CBJD.
 
CAPÍTULO II - DA COMPETÊNCIA DO TJD-GO

Art. 12. Compete ao Tribunal Pleno do TJDGO:
I – Processar e julgar originariamente:
a) os seus Auditores, os membros de suas Comissões Disciplinares e os
Procuradores;
b) os dirigentes da entidade regional de administração do desporto;
c) os mandados de garantia contra atos de poderes das Ligas ou de Entidades de
Pratica Desportiva filiados a entidade regional de administração do desporto e
outras autoridades desportivas do futebol profissional e não profissional;
d) as revisões de suas próprias decisões e das Comissões Disciplinares;
e) conhecer e decidir sobre medidas inominadas;
f) impugnação de partida;
g) reabilitação.
II – Julgar, em grau de recurso:
a) os membros dos poderes e órgãos das Ligas ou Entidades de prática desportiva, e os seus respectivos Presidentes;
b) os recursos aviados contra as decisões de suas Comissões Disciplinares;
c) os recursos das decisões do Presidente ou da Diretoria da Entidade regional de
administração do desporto, não sujeitas a julgamento por outro poder ou entidade
superior;
d) os conflitos de competência entre Comissões Disciplinares;
e) os impedimentos e suspeições opostos aos seus Auditores e Procuradores.
III – Processar:
a) os recursos interpostos para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva;
b) O Presidente da Entidade regional de administração do desporto.
IV – Declarar a incompatibilidade, impedimento e suspeição dos Auditores e dos
seus substitutos;
V – Solicitar ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva a intervenção na Entidade
regional de administração do desporto, ou intervir em Liga ou Entidades de Prática
desportiva profissional ou não profissional jurisdicionada à Entidade regional de
administração do desporto, para assegurar a execução de decisões da Justiça
Desportiva;
VI – Conhecer e decidir dos (os) litígios desportivos disciplinares entre Entidades de
Prática Desportiva, entre dirigentes e estas, ou ainda entre atletas e estas
entidades;
VII – conhecer e decidir sobre medidas inominadas;
VIII – Eleger seu Presidente e Vice-Presidente;
IX – Instaurar inquérito;
X – Requisitar ou solicitar informações para esclarecimentos de matéria submetida
a sua apreciação;
XI – Expedir instruções às Comissões Disciplinares da Justiça Desportiva;
XII – Elaborar e aprovar seu Regimento Interno;
XIII – Estabelecer súmulas de sua jurisprudência dominante, que será aprovada por
dois terços (2/3) dos auditores do TJD;
XIV – Declarar a vacância de seus auditores e procuradores;
XV – Deliberar sobre casos omissos.

Art. 13. Compete às Comissões Disciplinares do TJDGO processar e julgar:
I – as entidades regionais de administração do desporto;
II – as ligas regionais;
III – as entidades de prática desportiva, filiadas ou não às entidades de
administração mencionadas nos incisos anteriores;
IV – os atletas, profissionais e não profissionais;
V – os árbitros, assistentes e demais membros de equipe de arbitragem;
VI – as pessoas naturais que exerçam quaisquer empregos, cargos ou funções,
diretivos ou não, diretamente relacionados ao futebol, como, entre outros,
dirigentes, administradores, treinadores, médicos ou membros de comissão
técnica;
VII – todas as demais entidades compreendidas pelo Sistema Nacional do Desporto
que não tenham sido mencionadas nos incisos anteriores, bem como as pessoas
naturais e jurídicas que lhes forem direta ou indiretamente vinculadas, filiadas,
controladas ou coligadas;
VIII – - os dirigentes das entidades de prática desportiva, associações, agremiações
e ligas filiadas ou não à entidade de administração do desporto.
IX – julgar os processos relativos a todos os jogos, campeonatos e eventos
esportivos realizados pela Entidade regional de administração do desporto,
inclusive, os processos relativos a jogos amistosos, campeonatos de associações
desportivas pertencentes às divisões profissionais e não profissionais.

Art. 14. Compete ao auditor:
I – comparecer, obrigatoriamente, às sessões e audiências com a antecedência
mínima de vinte minutos (20), quando regularmente convocado;
II – empenhar-se no sentido da estrita observância das leis, do contido neste
Regimento, do CBJD, e zelar pelo prestígio das instituições desportivas;
III – manifestar-se rigorosamente dentro dos prazos processuais;
IV – representar contra qualquer irregularidade, infração disciplinar ou sobre fatos
ocorridos nas competições dos quais tenha tido conhecimento;
V – apreciar, livremente, a prova dos autos, tendo em vista, sobretudo, o interesse
do desporto, fundamentando a sua decisão.

Art. 15. O auditor para ter acesso a todas as dependências do local, seja público
ou particular, onde estiver sendo realizada qualquer competição da modalidade do
órgão judicante, à exceção do local efetivo da disputa da partida, prova ou
equivalente, somente será garantido se informado à entidade mandante da partida
com antecedência mínima de quarenta e oito (48) horas.
Parágrafo único. A comunicação a que se refere o caput deste artigo poderá ser
formalizada por qualquer meio de comunicação (e-mail, fac-símile ou outro) à
Secretaria Geral do Tribunal que, por sua vez, expedirá oficio à entidade mandante,
observando o prazo legal.
 
 
CAPÍTULO III - DOS PRESIDENTES E VICE-PRESIDENTES DO TRIBUNAL E
DAS COMISSÕES DISCIPLINARES DO TJDGO

Art. 16. Compete ao Presidente do Tribunal de Justiça Desportiva além das
atribuições conferidas pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva:
I – zelar pelo perfeito funcionamento da Justiça Desportiva e fazer cumprir suas
decisões;
II – ordenar a restauração de autos;
III – dar imediata ciência, por escrito, das vagas verificadas no Tribunal ao
Presidente da entidade indicante;
IV – determinar sindicância e aplicar sanções aos funcionários do Tribunal admitido
recurso da defesa ao Pleno;
V – sortear os relatores dos processos de competência do Tribunal Pleno, inclusive
de impugnação de partida, mandado de garantia, reabilitação, Dopagem e revisão;
VI – determinar de ofício ou a requerimento da Procuradoria ou da parte
interessada, a abertura de inquérito e sortear auditor processante;
VII – apresentar ao Presidente da Entidade regional de administração do desporto,
até o dia dez (10) de janeiro, relatório das atividades do órgão no ano anterior;
VIII – exigir da entidade de administração o repasse das despesas correntes e dos
custos de funcionamento do Tribunal e prestar-lhe contas;
IX – representar o Tribunal nas solenidades e atos oficiais, podendo delegar essa
função a qualquer dos seus auditores;
X – designar dia e hora para sessões ordinárias e extraordinárias do Tribunal e
dirigir os trabalhos;
XI – dar posse aos auditores do Tribunal Pleno e das Comissões Disciplinares, ao
procurador geral e procuradores das Comissões Disciplinares, após escolha e
nomeação do Tribunal Pleno;
XII – votar, na forma do art. 127 do CBJD, sendo lhe atribuído nos casos de
empate ocorridos no Tribunal Pleno, o voto de desempate, salvo quando se tratar
de imposição de qualquer das penas disciplinares relacionadas no art.170 do CBJD,
caso em que prevalecerão os votos mais favoráveis ao denunciado, considerando-se,
neste caso, a pena de multa mais branda do que a de suspensão;
XIII – receber, processar e examinar os requisitos de admissibilidade dos recursos
provenientes da instância imediatamente inferior;
XIV – converter, a seu critério, em medida de interesse social a pena de suspensão
por partida quando esta não puder ser cumprida na mesma competição, desde que
requerido pelo punido;
XV – permitir, a seu critério e forma, e desde que requerido pelo punido, o
cumprimento de metade da pena de suspensão por prazo mediante a execução de
atividades de interesse público, nos campos da assistência social, desporto, cultura,
educação, saúde, voluntariado, além da defesa, preservação e conservação do meio
ambiente;
XVI – permitir, a seu critério e forma, e desde que requerido pelo punido, o
cumprimento de metade da pena pecuniária por meio de medida de interesse social
que, entre outros meios legítimos poderá consistir na prestação de serviços
comunitários, facultando ainda, a concessão de parcelamento das penas
pecuniárias, de ofício ou a requerimento do punido;
XVII – conceder efeito suspensivo ou liminar quando houver fundado receio de
dano irreparável e desde que se convença da verossimilhança da alegação, nos
casos das medidas inominadas do Art. 119 do CBJD;
XVIII – conceder ou negar suspensão preventiva nas hipóteses do art.35 do CBJD;
XIX – decidir quanto à indicação do órgão da imprensa que será considerado oficial
para publicação dos atos da Presidência e do Tribunal de Justiça Desportiva, e dar
publicidade aos atos e decisões prolatados , podendo, em face do princípio da
celeridade, utilizar-se de edital ou qualquer meio eletrônico, especialmente a
Internet;
XX – baixar portarias e provimentos de interesse dos órgãos do Tribunal de Justiça
Desportiva, inclusive os enunciados baixados pelo STJD de vinculação obrigatória, e
praticar quaisquer outros atos de administração;
XXI – conceder licença do exercício de suas funções aos auditores, inclusive aos das
Comissões Disciplinares, secretários e demais auxiliares;
XXII – dar posse aos auditores e procuradores para atuar como substitutos nas
eventuais ausências e licenças dos titulares, escolhidos e nomeados pelo Pleno do
Tribunal, na forma do procedimento adotado pelo CBJD;
XXIII – determinar períodos de recesso do Tribunal;
XXIV – criar comissões especiais e designar auditores para cumprimento de funções
específicas de interesse do Tribunal;
XXV – Estabelecer política de difusão do direito desportivo aos membros do
Tribunal e aos agentes que atuam direta ou indiretamente nas competições,
visando a melhoria contínua da prestação jurisdicional e prevenção de infrações.

Art. 17. Compete ao Vice-Presidente:
I – substituir o Presidente nas ausências ou impedimentos eventuais e
definitivamente quando da vacância da Presidência;
II – exercer as funções de Corregedor do Tribunal; e
III – cooperar com a Presidência no cumprimento da política de difusão do direito
desportivo aos membros do Tribunal e aos agentes que atuam direta ou
indiretamente das competições vinculadas à Entidade regional de administração do
desporto, visando a melhoria contínua da prestação jurisdicional e prevenção de
infrações.

Art.18. Aplicam-se aos Presidentes das Comissões Disciplinares, no que for
compatível, as mesmas atribuições dos art. 9º, I, V, VI, VII, VIII e XIV, do CBJD e
aos Vice-Presidentes, a mesma atribuição do art. 10, I. do CBJD.
Parágrafo Único. No caso de vacância do Presidente e/ou do Vice-Presidente das
Comissões Disciplinares, aplicar-se-á as regras definidas nos artigos 9º, 10º e
respectivos parágrafos, deste Regimento.
 
CAPÍTULO IV - DOS AUDITORES E DOS SUBSTITUTOS

Art. 19. O Presidente do Tribunal dará posse aos auditores:
I – do Tribunal Pleno na primeira sessão subsequente ao recebimento da indicação
pela entidade a quem competir o preenchimento do cargo;
II – das Comissões Disciplinares na primeira sessão subsequente à aceitação, pelo
contemplado, da indicação feita pelo Tribunal Pleno.

Art. 20. O mandato dos auditores terá duração máxima de quatro anos, permitida
apenas uma recondução, conforme previsto em lei.
Parágrafo único. É vedada a permanência de auditor que por mais de uma
recondução venha ultrapassar 08(oito) anos de mandato em cada grau de
jurisdição ou instância do TJD, devendo cumprir interstício de um mandato de
04(quatro) anos fora do último órgão jurisdicional a que estava vinculado.

Art. 21. A antiguidade dos Auditores conta-se da data da posse. No caso de haver
auditores empossados no mesmo dia, considerar-se-á mais antigo o auditor que
tiver maior numero de mandatos e, se persistir o empate, considerar-se-á mais
antigo o Auditor mais idoso.

Art. 22. Ocorre vacância do cargo de auditor:
I – pela morte ou renúncia;
II – pelo não-comparecimento a cinco sessões consecutivas, salvo justo motivo
para as ausências, assim consideradas pelo Tribunal Pleno;
III – pela incompatibilidade, que ocorrerá nos seguintes casos:
a) a partir da condenação criminal, passada em julgado na Justiça Comum, ou
disciplinar, passada em julgado na Justiça Desportiva, quando, a critério do
Tribunal conforme decidido por dois terços dos membros de seu Tribunal Pleno, o
resultado comprometer a probidade necessária ao desempenho do mandato;
b) assunção a cargos de dirigentes das entidades de administração do desporto ou
de pratica desportiva.
IV – pelo não atingimento da pontuação média no período do estagio probatório.

Art. 23. Os auditores poderão afastar-se temporariamente de suas funções, pelo
tempo que se fizer necessário, conforme licença a ser concedida pelo Presidente do
Tribunal, na forma prevista no CBJD.

Art. 24. Ocorrendo licença ou vacância do cargo de auditor, o Presidente do
Tribunal, no prazo de cinco (5) dias, comunicará a ocorrência ao órgão indicante
competente para preenchê-la, sujeitando-se, em caso de descumprimento, a
penalidade prevista no CBJD.
§ 1º Decorridos trinta (30) dias do recebimento da comunicação, se o órgão
indicante competente não houver preenchido a vaga, os respectivos órgãos
judicantes deverão indicar auditor substituto para a composição temporária do
colegiado, conforme o procedimento previsto no CBJD.

Art. 25. Não podem integrar concomitantemente o Tribunal Pleno, ou uma mesma
Comissão Disciplinar, auditores que tenham parentesco na linha ascendente



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